A minha vida noutras vidas

Vidas passadas…

Preciso mesmo falar consigo. É sobre aquilo das vidas passadas…”

Então…? Questionei eu. Foi um “então” que o incitava a desenvolver o assunto.
Hum…. (Continuo a esperar que diga o que lhe vai na alma…)
Pois, fui a uma senhora na semana passada. E não é que ela me disse que na vida passada fui um padre? A partir daí tenho andado desanimado, a sentir-me culpado, olhe nem sei….
Um padre?, perguntei eu.
Sim. Vivia num convento, dormia com as freiras todas, até fiz um filho a uma, pelos vistos. Parece que eu era mesmo um grande filho da mãe…
Arregalei os olhos esperando o desenrolar da história.
E numa batalha qualquer, entreguei os monges todos para me salvar. Foi uma chacina dos diabos.
Estou a ver, disse eu.
Sei que trabalha com estas coisas. É que nem sei o que hei-de fazer agora.

A possibilidade de ter vivido outras vidas, antes desta, faz sentido para si? perguntei eu.

Respondeu-me com um “Faz, Drª.”
E se acredita que viveu outra vida, terá sido, em toda a eternidade, só esse monge sacana, ou terá sido mais alguém?
Não sei. Se calhar fui outra coisa qualquer…
E se tivesse sido freira? Professor universitário, médico, pedreiro, lojista, condutor de charrete, costureiro, calceteiro, agricultor?
Pois eu não sei! Mas provavelmente terei sido esses todos… E como é que eu sei? Se calhar fui muitas coisas….
E esses inúmeros personagens que foi, terão sido sempre, sempre, sempre maus? Perguntei eu.
Acho que não. Não faz sentido., disse ele.
Então, provavelmente, também desempenhou bons papeis… provavelmente foi homem, mulher, adulto, criança, rico, pobre, bom, mau…
Sim, claro!

Então poderá ter vivido p´rá aí umas 573 vidas antes destas… e se assim tivesse sido, lembrar-se-ia delas? Não! acho que não Drª!

Então qualquer pessoa poderá dizer-lhe que viveu uma vida qualquer e o Luís não poderá confirmar nem desmentir isso, certo?
Já sei onde quer chegar, Drª! Afinal não tenho motivos para me preocupar…
Olhe, acho que a doutora foi adivinha na vida passada. Ah ah ah ah ah ah

Conversas com CorAção

CorAção – conversas com cor e Ação

Conversas com CorAção são as nossas conversas.

São as conversas com Cor. Com todas as cores do arco-íris e com Ação. Aquela ação que nos leva a sair das nossa zona de conforto e a comprovar que somos capazes de fazer, se sentir, de pensar…
São a nossa oportunidade de conversar com o coração, com cor e com ação…

Sabe aquela situação que se vem arrastando na sua vida e que quer sentir resolvida mas não sabe se a hipnoterapia ou a meditação mindfulness é a estratégia certa para si?

Aquela perda que ainda não superou e não sabe se será normal?

Aquela sensação de não lhe apetecer fazer nada e pensar que vai passar com o tempo?

Não sabe ao certo como as técnicas que uso a/o poderão ajudar?
Precisa de algumas informações adicionais antes de tomar a decisão de pedir ajuda técnica?
Tem uma pergunta mas não se sente à vontade para a colocar publicamente?

Então use este espaço.

Envie-me um sms, um e-mail, uma mensagem privada no facebook, e responder-lhe-ei obviamente sem o/a identificar.
É a sua ação! Pinte-a com as cores do arco-íris!

Telefone – 932996559
Skype – fernanda.afonso.hipnose
E-mail – geral@fernandaafonso.pt
@DraFernandaAfonso
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Até já <3

Meditação Mindfulness – a arte de viver

Meditação mindfulness

O que é de isso de meditação, Dra.?

“O que é de isso de meditação, Dra.? A minha mulher começou, lá na Junta, a fazer meditação e diz-me que eu também precisava… Acredite, até fiquei “lixado” … não tenho tempo para essas coisas…”

“Sou um homem de trabalho. Levanto-me ás 6.00 da manhã e começo logo a tratar dos animais. Tenho 10 porcas prenhas, um raio dum veterinário a dar-me cabo da cabeça, duas garotas que só querem roupa da Zara e uma carga de trabalhos com os gatunos das finanças.”

“Não me apetece ir para aquele bando de mulheres que se sentam no chão e cantam coisas estranhas….”

“E o que pensa disso?” Pergunto eu, na tentativa de colher mais informação

“Há lá um rapaz da aldeia que estudou fora e veio com umas coisas de meditação e yoga e mais não sei quê. Agora é um corrupio para a Junta à quarta feira à noite…”

“Hum… e a sua mulher, como é que se ela lhe parece?” “Agora que fala nisso, está mais calma.”, disse ele.

“Mais calma?” Pergunto eu. “Sim. Antes não se podia aturar, era eu, eram as filhas, até o cão ía a trote… agora está muito mais serena, mais mansa…”

“Para além da meditação, aconteceu mais alguma mudança na vossa vida, Luís?”  “Não, Dra., não aconteceu mais nada…”

“Luís, se calhar as quartas à noite estão mesmo a fazer bem à sua esposa.”

“E se eu lhe dissesse que pode também fazer meditação sem se sentar no chão e cantar coisas “estranhas”?

Repare, meditar começa por sermos capazes de libertar a mente de pensamentos. Então, quando vai cuidar dos porcos, dos bezerros e da criação pode fazer isso. Basta-lhe focar-se no que está a fazer. Contemplar, sem julgar, os animais, as plantas, o vento… Ouvir os sons sem estar a pensar donde vêm, para onde vão, se gosta ou não gosta… quem ou o quê está a produzir os sons…. Então e se for algum gatuno? Bom, nesse caso, como a sua mente está muito em paz, consegue, de imediato, alertá-lo para uma situação de perigo e age imediatamente. Parece um contra-senso, não é? Mas é verdade.

Quando vai levar as ovelhas para o monte, desfrute desse caminho, do silêncio… não queira estar noutro sítio, apenas onde está nesse momento…

Sinta na face, a brisa da manhã, o calor da tarde, os pingos de chuva dos dias chuvosos… limite-se a estar e desfrutar do que faz a cada momento. E se a sua mente começar a divagar, traga-a de novo para o agora e pode começar a focar-se na sua respiração… na sua inspiração e na sua expiração… sentindo cada ciclo respiratório como se fosse o único que pode viver…

E quando almoçar, sinta cada mastigação como se fosse única, sinta os sabores dos alimentos a invadirem a sua boca, a temperatura da água a despertá-lo para saborear as dádivas do dia a dia…

Quando escova os dentes, sinta o cheiro da pasta de dentes, o sabor, as cerdas da escova nas gengivas, a frescura quando exala…

E quando for às compras com as sua filhas, delicie-se com a felicidade delas quando descobrem uma peça que tanto queriam…  e a doçura da sua esposa… viva-a intensamente como se fosse um momento único que vai querer guardar no seu coração…”

“Meu Deus Dra. … só de a ouvir já estou mais em paz…. Então isto é meditar?”

“Sim, Luís. Na próxima vez que falarmos vamos voltar ao assunto e acrescentar umas quantas coisas. E já vai trazer mudanças, vai ver!”

Fernanda Afonso

 

Da Série “conversas improváveis com grande probabilidade de terem acontecido”

 

Dinheiro é mau?

“Dinheiro – porque é sempre tão mau, doutora?”

Provavelmente terá começado assim uma conversa improvável.

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